quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Intel Brasil e governo buscam 300 pesquisadores na área de tecnologia

A Intel Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) anunciam incentivos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação (TICs) em áreas de interesse nacional.

A ação contempla investimentos diretos da Intel em pesquisa e desenvolvimento e inovação (PD&I) e está alinhada ao Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), do governo federal, que tem como meta o incremento das atividades de TICs no país.

A empresa irá financiar pesquisas em universidades brasileiras na área de TICs para os setores de educação, energia e transporte. O Governo Federal irá oferecer - por meio de edital - bolsas a estudantes e pesquisadores, com um amplo programa de incentivos a atividades de P&D.

A expectativa da Intel é mobilizar até 300 pesquisadores, entre colaboradores, pesquisadores de universidades e bolsistas, para os próximos cinco anos, totalizando um investimento de R$ 300 milhões da empresa no Brasil. Os segmentos de energia, transporte e educação serão prioritários nos projetos de pesquisa.

“O primeiro aspecto positivo desse anúncio da Intel reside no fato de estarmos atraindo investimentos externos para a realização de atividades de P&D no Brasil”, afirmou o ministro Marco Antonio Raupp. “Isso aumenta o participação do Brasil no cenário mundial da inovação”.

Para estes três setores, o foco será o desenvolvimento de soluções de software, tais como ferramentas de visualização e simulação para a extração de petróleo na camada pré-sal, softwares educacionais, computação de alto desempenho, tecnologias para emplacamento eletrônico de carros e soluções baseadas em tecnologias de ponta com o objetivo de aumentar a eficiência na gestão de trânsito de passageiros e carga, além de soluções de segurança.      

Desafios nacionais e mundiais

“Os esforços em conjunto que estamos anunciando hoje criam oportunidades de desenvolvimento de tecnologias de ponta que trarão inovações nas áreas de energia, transporte, educação e desenvolvimento de software, além de pesquisa em mercados emergentes", explica o CTO (Chief Technology Officer) da Intel, Justin Rattner.

É prevista a participação de até 300 pesquisadores no país conectados à rede global de pesquisas da Intel, investigando temas ligados à tecnologia de ponta. Os trabalhos serão desenvolvidos por meio de células de pesquisa em centros de excelência distribuídos pelo país, conectados aos laboratórios da companhia ,dentro de uma estrutura conhecida por “Aliança de Pesquisa Estratégica Intel (Intel Strategic Reseach Aliance - ISRA em Inglês)”.

No Brasil essa aliança tem início com trabalhos focados no desenvolvimento de soluções de segurança e criptografia para systems-on-a-chip em ambientes de baixo consumo de energia envolvendo seis projetos apresentados por pesquisadores de sete universidades: Unicamp, USP, UnB, UFMG, PUC-PR, UFPR e UTFPR.

Iniciativa de inovação

As atividades no âmbito do acordo compreendem desde o desenvolvimento local de desenhos de referência, passando por soluções específicas para problemas e necessidades do país nas áreas selecionadas, até a expansão e evolução dos ecossistemas digitais nesses setores.

Dentro das três áreas prioritárias, os trabalhos incluem:

  • Educação - Habilitar maior eficiência educacional por meio do desenvolvimento de soluções holísticas desenhadas especialmente para o Brasil por meio de colaboração com institutos de pesquisa, professores e ecossistema local.
  • Energia - Pesquisa de ponta para a criação de novas soluções de simulação e visualização construídas especificamente para a exploração de óleo e gás da camada pré-sal.
  • Transporte – Desenvolvimento conjunto de soluções baseadas em tecnologias de ponta em interface máquina-máquina visando aumentar a eficiência na gestão de trânsito de passageiros e carga. Está prevista também a transferência de tecnologia para fomentar o ecossistema local e habilitar manufatura local por empresas nacionais.

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